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Palavra de escuteira

De que valem as palavras se forem apenas ditas, se não forem sentidas, se não forem intencionais e se não nos soubermos expressar através delas? A chama da aventura. Decisões e caminhos divergentes. O meu quotidiano.

Palavra de escuteira

De que valem as palavras se forem apenas ditas, se não forem sentidas, se não forem intencionais e se não nos soubermos expressar através delas? A chama da aventura. Decisões e caminhos divergentes. O meu quotidiano.

Existes mesmo?

Já todos nos perguntámos se Deus existe. E eu não sou exceção. Mas sabem quando é que este tipo de perguntas nos enche os pensamentos? Acreditem que não é quando coisas boas acontecem.

Tenho tido alguns problemas pessoais, assim como toda a gente os tem. Mas ponho o melhor sorriso que consigo e levanto-me todos os dias e penso que há problemas bem maiores que os meus e que tenho de me aguentar - e assim o tenho feito. O problema é quando tentamos e falhamos redondamente. 

Já fez 2 meses desde que o J. morreu. Andei chateada com Ele uns dias, mas acabei por ultrapassar. A maior parte da família soube do acidente através da televisão, já eu tive a sorte de ter sido o meu pai a contar-me. 

E este fim de semana ocorreu outro horrível acidente. Morreram 5 pessoas numa peregrinação a Fátima! Duas delas escuteiras mais ou menos da minha idade.

 

Não é irónico isto de viver e morrer? 

 

Quando coisas más nos acontecem acabamos por ficar mais sensibilizadas. Não conhecia nenhuma dessas pessoas, mas tenho-me sentido estranha, como se me faltasse algo. Hoje estive todo o dia a matutar no assunto. Cheguei a uma conclusão... Não sinto o mesmo que senti e que continuo a sentir em relação ao J., mas sim compaixão. Agora tenho uma visão diferente das coisas e imagino muito mais claramente a dor das famílias e amigos e penso como devem estar a sofrer.

Sofro pela perda dos que amam aqueles que partiram e é estranho. 

Voltei a perguntar-me pela Tua existência e não me podes culpar por isso.

 

Não é irónico isto de viver e morrer?